Archive for category Frases
À maneira de César, um post-twitter sobre posts pendentes que jamais escreverei, meio por preguiça, meio por falta de empolgação (coisas bem diferentes), com um título maior que o dito-cujo
Posted by Bruno Rabin in Crônica, Frases on 28 de março de 2009
1. Ia fazer análise, mas o gasto mensal com as consultas ficaria mais caro que os sabonetes para a compulsão, sem falar na limpeza, né?
2. A próxima vez que ouvires alguém falando “pré-conceito”, compra-te um revólver.
3. Se quiserdes ser eterno, escrevais em segunda pessoa.
4. Blog é quem nem biscoito: vai um, vêm dezoito.
5. Quando alguém sugerir que você leia o novo romance daquele compositor bebum, responda logo: “Ah, eu já li, mas foi há muito tempo, nem lembro.”
6. Se eu preferisse resenhas a uns trocados, ia escolher um destes protagonistas para o meu romance: dançarino de dança de salão, comentarista de blog, estudante de design ou baixista de banda alternativa. A história ia ser chata, mas que charme!
7. Aliás, o rock, a dança de salão e o design fizeram mais pela ilusão da igualdade democrática do que dois séculos de política.
8. O vegetarianismo teria muito a ganhar se não precisasse tanto se afirmar; ou você acha mesmo que existe tal coisa como “estrogonofe de tofu”?
9. O politicamente incorreto é o novo politicamente correto.
10. Decoração é a maneira menos econômica de ter personalidade.
Quem mandou baixar legenda
Posted by Bruno Rabin in Frases on 27 de março de 2009
- Não me padronize, Paul!
(Tradução de Neozin para “Don’t patronize me, Paul!”, fala de Laura em In treatment)
Por que a medicina precisa de mim
Posted by Bruno Rabin in Frases on 21 de junho de 2008
Eu acertaria tudo no exame de vista se as letrinhas não fosse tão parecidas.
Oposição, situação
Posted by Bruno Rabin in Frases on 12 de junho de 2008

Quer dizer que é para dar aquela torcidinha pela inflação?
Inversão
Posted by Bruno Rabin in Frases on 6 de junho de 2008
As pessoas sempre dizem que a melhor maneira de melhorar a escrita é praticar a leitura, sem se dar conta de que a boa leitura envergonha o escritor medíocre e de que o contrário procede muito mais: o escritor freqüente se tornar um leitor melhor.
Eu, hein.
Posted by Bruno Rabin in Frases on 29 de maio de 2008
Algumas pessoas têm um orgulho torto e fazem questão de gritá-lo por aí, como se amar o time ainda mais na derrota não fosse a mesma coisa que se envaidecer da esposa que embaranga. Eu, hein.
Quantos trocadilhos por semana?
Posted by Bruno Rabin in Frases on 15 de maio de 2008

Quando tem filme de favelado, os jornais promovem uma sessão para meia-dúzia deles e fazem aquela reportáj (gostei da muito da grafia, Filthy). Quando é filme de bailarina, a mesma coisa. Se o filme é de prostituta, tá lá a matéria com a Daspu. E agora, para a estréia de Blindness, a pauta está mantida?
Filosofia germânica
Posted by Bruno Rabin in Frases on 14 de maio de 2008
Não ouvi com meus próprios olhos, mas deve ser verdade: na xerox da Puc – onde, que absurdo, a venda de drogas atrapalha a função primordial de mutilação de direitos autorais -, o aluno de Filosofia I pediu uma cópia do texto sugerido pela professora, de um tal de Heineken.
Se plágio não tivesse a premissa cronológica, eu o processaria:
Posted by Bruno Rabin in Frases on 6 de fevereiro de 2008
Ver cinema sem ver trailer é o mesmo que ler livro sem ler orelhas. Pois ninguém vai negar: toda a indústria livreira, a própria literatura, pra não falar da cultura em geral, estariam perdidas se os livros não tivessem orelhas. O mesmo digo do Cinema, com relação ao trailer. ele é de tal importância que certos filmes, depois do happy-end e do cavaleiro solitário trotando em dirção ao pôr-do-sol, deveriam ter um letreiro final: “Agor que você viu o filme, não perca o maravilhoso trailer, breve nos cinemas tais e tais.” Estranho que os revolucionários do Cinema, buscando novas formas , montagens mais libertas, cortes diretos com passagem de tempo, fotos mais “sujas”, tremidas, desfocadas, não tenham percebido que a revolução já foi feita e assimilada – é o trailer. O trailer é a libertação da técnica e a superação da lógica discursiva. A coerência explode, a cronologia enlouquece, a seqüência se nega, a música pode ser cinicamente ensurdecedora, as cenas truncadas, perguntas ficam para sempre sem resposta, respostas dramaticíssimas surgem sem perguntas que as justifiquem, telas se partem, caras se fragmentam, cenas redemoinham em gigantescos carrosséis de letras desavergonhadas: Colossal! Único! Inesquecível!, cobrindo cenas de amor e sexo e tornando-as mais eróticas do que quando vistas por inteiro. Mas, acima de tudo, o trailer também liberta o espectador da ditadura crítica. Graças a Deus nenhum jornal inventou, até hoje, um crítico de trailers. Resumo: só um cego, ou um cineasta, não vê que o longa-metragem está pelo meno scom vinte anos de atraso em relação ao trailer. Pois o trailer é a consumação de uma utopia artística; não há trailer ruim. Ninguém sai no meio de um trailer.
(FERNANDES, Millôr. Millôr Definitivo: a bíblia do caos. Porto Alegre: L&PM, 1995.)
Cedo demais para postar
Posted by Bruno Rabin in Frases on 19 de novembro de 2007
O Alexandre Soares Silva é o Romário dos blogueiros.
(Frase mui sintéica, elaborada depois deste post e seus 230 inacreditáveis comentários; post, aliás, bem melhor que este meu.)
