Archive for category Frases

À maneira de César, um post-twitter sobre posts pendentes que jamais escreverei, meio por preguiça, meio por falta de empolgação (coisas bem diferentes), com um título maior que o dito-cujo

1. Ia fazer análise, mas o gasto mensal com as consultas ficaria mais caro que os sabonetes para a compulsão, sem falar na limpeza, né?

2. A próxima vez que ouvires alguém falando “pré-conceito”, compra-te um revólver.

3. Se quiserdes ser eterno, escrevais em segunda pessoa.

4. Blog é quem nem biscoito: vai um, vêm dezoito.

5. Quando alguém sugerir que você leia o novo romance daquele compositor bebum, responda logo: “Ah, eu já li, mas foi há muito tempo, nem lembro.”

6. Se eu preferisse resenhas a uns trocados, ia escolher um destes protagonistas para o meu romance: dançarino de dança de salão, comentarista de blog, estudante de design ou baixista de banda alternativa. A história ia ser chata, mas que charme!

7. Aliás, o rock, a dança de salão e o design fizeram mais pela ilusão da igualdade democrática do que dois séculos de política.

8. O vegetarianismo teria muito a ganhar se não precisasse tanto se afirmar; ou você acha mesmo que existe tal coisa como “estrogonofe de tofu”?

9. O politicamente incorreto é o novo politicamente correto.

10. Decoração é a maneira menos econômica de ter personalidade.

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Quem mandou baixar legenda

- Não me padronize, Paul!

(Tradução de Neozin para “Don’t patronize me, Paul!”, fala de Laura em In treatment)

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Por que a medicina precisa de mim

Eu acertaria tudo no exame de vista se as letrinhas não fosse tão parecidas.

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Oposição, situação

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Dilma, Ideli, Zé Múcio, Romero Jucá e Franklin Martins

Quer dizer que é para dar aquela torcidinha pela inflação?

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Inversão

As pessoas sempre dizem que a melhor maneira de melhorar a escrita é praticar a leitura, sem se dar conta de que a boa leitura envergonha o escritor medíocre e de que o contrário procede muito mais: o escritor freqüente se tornar um leitor melhor.

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Eu, hein.

Algumas pessoas têm um orgulho torto e fazem questão de gritá-lo por aí, como se amar o time ainda mais na derrota não fosse a mesma coisa que se envaidecer da esposa que embaranga. Eu, hein.

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Quantos trocadilhos por semana?

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Não vi e não gostei!

Quando tem filme de favelado, os jornais promovem uma sessão para meia-dúzia deles e fazem aquela reportáj (gostei da muito da grafia, Filthy). Quando é filme de bailarina, a mesma coisa. Se o filme é de prostituta, tá lá a matéria com a Daspu. E agora, para a estréia de Blindness, a pauta está mantida?

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Filosofia germânica

Não ouvi com meus próprios olhos, mas deve ser verdade: na xerox da Puc – onde, que absurdo, a venda de drogas atrapalha a função primordial de mutilação de direitos autorais -, o aluno de Filosofia I pediu uma cópia do texto sugerido pela professora, de um tal de Heineken.

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Se plágio não tivesse a premissa cronológica, eu o processaria:

Ver cinema sem ver trailer é o mesmo que ler livro sem ler orelhas. Pois ninguém vai negar: toda a indústria livreira, a própria literatura, pra não falar da cultura em geral, estariam perdidas se os livros não tivessem orelhas. O mesmo digo do Cinema, com relação ao trailer. ele é de tal importância que certos filmes, depois do happy-end e do cavaleiro solitário trotando em dirção ao pôr-do-sol, deveriam ter um letreiro final: “Agor que você viu o filme, não perca o maravilhoso trailer, breve nos cinemas tais e tais.” Estranho que os revolucionários do Cinema, buscando novas formas , montagens mais libertas, cortes diretos com passagem de tempo, fotos mais “sujas”, tremidas, desfocadas, não tenham percebido que a revolução já foi feita e assimilada – é o trailer. O trailer é a libertação da técnica e a superação da lógica discursiva. A coerência explode, a cronologia enlouquece, a seqüência se nega, a música pode ser cinicamente ensurdecedora, as cenas truncadas, perguntas ficam para sempre sem resposta, respostas dramaticíssimas surgem sem perguntas que as justifiquem, telas se partem, caras se fragmentam, cenas redemoinham em gigantescos carrosséis de letras desavergonhadas: Colossal! Único! Inesquecível!, cobrindo cenas de amor e sexo e tornando-as mais eróticas do que quando vistas por inteiro. Mas, acima de tudo, o trailer também liberta o espectador da ditadura crítica. Graças a Deus nenhum jornal inventou, até hoje, um crítico de trailers. Resumo: só um cego, ou um cineasta, não vê que o longa-metragem está pelo meno scom vinte anos de atraso em relação ao trailer. Pois o trailer é a consumação de uma utopia artística; não há trailer ruim. Ninguém sai no meio de um trailer.

(FERNANDES, Millôr. Millôr Definitivo: a bíblia do caos. Porto Alegre: L&PM, 1995.)

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Cedo demais para postar

O Alexandre Soares Silva é o Romário dos blogueiros.

(Frase mui sintéica, elaborada depois deste post e seus 230 inacreditáveis comentários; post, aliás, bem melhor que este meu.)

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